Tecnologia do Ozônio estudada na Unesc será utilizada no combate à Covid-19

Equipe da Universidade se prepara para utilizar tecnologia na desinfecção de triagem

O Iparque – Parque Científico e Tecnológico da Unesc trabalha para utilizar sua estrutura em prol do combate à pandemia de Covid-19. Sob comando do professor Elídio Angioletto, o grupo faz adaptações em equipamentos do laboratório para utilizá-los na desinfecção de espaços como Centro de Triagem de Criciúma. A ação partiu da provocação da própria reitora Luciane Bisognin Ceretta sobre a utilização do ozônio no trabalho de higienização de espaços como mais uma forma de utilizar a expertise da Universidade na luta contra a pandemia.

A utilização do ozônio promete ser eficiente na desinfecção de espaços e objetos graças ao seu potente poder de oxidação. Conforme Elídio, é possível utilizar a água ozonizada para descontaminar ambientes e aparelhos, incluindo equipamentos de proteção individual, como por exemplo, os óculos de proteção da equipe de saúde.

“O ozônio em alta concentração é o mais potente germicida do que se tem conhecimento, é 100 vezes mais potente do que o cloro e 3.120 vezes mais rápido, além de sua alta capacidade oxidante”, acrescenta.

De acordo com o professor, a tecnologia do ozônio já foi utilizada de forma efetiva contra outros tipos de vírus, incluindo os que atacam as vias respiratórias, sendo, portanto, uma grande aposta mundial neste momento de combate à pandemia de Covid-19 causada pelo novo vírus SARS-CoV-2.

“Estudos científicos comprovam que ele é bem efetivo. Sendo um vírus novo, iremos utilizar os parâmetros já existentes, porém incluindo algumas garantias, como maior tempo de exposição ao produto, além da umidade ideal do local e as concentrações corretas”, completou.

O trabalho será realizada em três etapas, sendo a aspersão de gotículas de água ozonizada nas pessoas que entram e saem do Centro de Triagem; a higienização total do local com a utilização do equipamento que liberará o ozônio que irá permear em todo o espaço e, por fim, na lavagem dos equipamentos de proteção e outros aparelhos utilizados.

 

Fonte: Imprensa Unesc

Fotos: Divulgação

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